"Os olhos são o centro do corpo. Se os teus olhos forem bons, o teu corpo terá luz, se porém teus olhos forem maus, todo o teu corpo será tenebroso."
Tenho oportunidade de lidar com muitos olhos. Eles já me disseram muita coisa. Já os vi molhados, lívidos, resignados, sombrios, meigos, ausentes. Os olhos costumam me dizer muita coisa, embora eu não tenha o talento nato para identificar sentimentos quando os vejo logo assim de cara. Requer tempo, conhecimento. Mas, escrevo esse simples texto, bom, primeiro porque fui obrigado, depois porque quero mostrar pelo excerto inicial o lado inverso da moeda. Geralmente, queremos decifrar as pessoas pelos olhos. Na minha análise, no entanto, quero partir do uso com que fazemos deles. Será que os nossos olhos observam tudo? ou será que enxergam apenas o que querem enxergar? será que se limitam às coisas 'visíveis'? Nossos olhos têm observado o mundo? um mundo? muitos mundos? mundos inexistentes? mundos idealizados? Para que perspectiva nossos olhos nos levam? Faço a mim mesmo todos os dias essas perguntas. Estamos numa época vazia, de fugas, em que os olhos se deslumbram facilmente com pouco. Em que estamos substituindo a importância crucial dos pequenos gestos por coisas fúteis. Coisas que enchem nossos olhos apenas temporariamente. Que fazem com que andemos por aí desperdiçando os "eu te amo" a torto e a direito. Os olhos podem nos enganar, nos iludir, nos fazer sofrer, por algo que exige uma simples questão de readaptação dos "olhares". Meus olhos já me enganaram muito, e ainda continuam me enganando. Cuidado com o que você vê. Cuidado, principalmente, com o que você interpreta quando vê. Uso os olhos para sentir. Hoje, me lembrei que tinha de escrever sobre olhos, me olhei no espelho, e vi que havia uma terrível constatação: a imagem no espelho estava torta. Eu preciso olhar melhor.
Tenho oportunidade de lidar com muitos olhos. Eles já me disseram muita coisa. Já os vi molhados, lívidos, resignados, sombrios, meigos, ausentes. Os olhos costumam me dizer muita coisa, embora eu não tenha o talento nato para identificar sentimentos quando os vejo logo assim de cara. Requer tempo, conhecimento. Mas, escrevo esse simples texto, bom, primeiro porque fui obrigado, depois porque quero mostrar pelo excerto inicial o lado inverso da moeda. Geralmente, queremos decifrar as pessoas pelos olhos. Na minha análise, no entanto, quero partir do uso com que fazemos deles. Será que os nossos olhos observam tudo? ou será que enxergam apenas o que querem enxergar? será que se limitam às coisas 'visíveis'? Nossos olhos têm observado o mundo? um mundo? muitos mundos? mundos inexistentes? mundos idealizados? Para que perspectiva nossos olhos nos levam? Faço a mim mesmo todos os dias essas perguntas. Estamos numa época vazia, de fugas, em que os olhos se deslumbram facilmente com pouco. Em que estamos substituindo a importância crucial dos pequenos gestos por coisas fúteis. Coisas que enchem nossos olhos apenas temporariamente. Que fazem com que andemos por aí desperdiçando os "eu te amo" a torto e a direito. Os olhos podem nos enganar, nos iludir, nos fazer sofrer, por algo que exige uma simples questão de readaptação dos "olhares". Meus olhos já me enganaram muito, e ainda continuam me enganando. Cuidado com o que você vê. Cuidado, principalmente, com o que você interpreta quando vê. Uso os olhos para sentir. Hoje, me lembrei que tinha de escrever sobre olhos, me olhei no espelho, e vi que havia uma terrível constatação: a imagem no espelho estava torta. Eu preciso olhar melhor.
Adson, os seus textos são muitos bons! Você escreve-os com boa inspiração. Espere que continue sempre assim!
ResponderExcluirSeu amigo, Júlio!!!
Adson, só agora tive a oportunidade de ver seu blog. Nós seus textos há uma sutilidade e sinceridade encantadoras. É bom saber que você está fazendo o que gosta, a vida é muito rara para deixarmos fluirmos em nossa frente como uma ampulheta e ficarmos apenas a observar, inexpresivos. Apenas reclamando e não fazer nada para que aquilo mude. Parabéns meu amigo.
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