Sempre que se pensa em Mar, surge logo a ideia de tranquilidade e calma. As pessoas vão, às vezes, passear pela praia e contemplam o mar, no seu "vai e vem infinito" como canta Lulu Santos. Os casais, em nostalgia polvorosa, adentram aos mitos da lua que brilha sobre ele, palco de suas fantasias de paixão. Todavia, o mar significa muito mais do que simplesmente uma bela paisagem. Atualmente, sinto como se estivesse dentro de um barquinho pequeno, bem no meio do oceano. Este oceano se revolta, sofrendo tempestades ininterruptas. O barquinho está a ponto de se virar, entra muita água, há muita luta, apesar de meus poucos recursos não permito que o mar o faça submergir. De manhã, ele está mais calmo, minha missão se restringe a contemplá-lo, e aí eu consigo admirá-lo. À noite, torna-se mais perigoso, suas tempestades me fazem ter medo, muito medo. Estou só. Eu e as tempestades. Tenho apenas o barco que me sustenta. Tenho apenas a chance de esperar passar a noite e desfrutar da luz da aurora. Mas tenho esperança. Esperança de que no meio do imenso e infinito mar, eu aviste outro barco, quem sabe uma embarcação maior, mais forte, mais poderosa, que contemple comigo o mar, que me ajude a remover a água nas noites revoltas, que faça com que não pareça tão árduo viver, sozinho, naquele barquinho, e juntos possamos passar pelo mar. E aí, quem sabe, um dia, avistamos uma ilha...
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