sábado, 14 de março de 2009

Pra sair do básico

Nem tudo é tão ruim assim. A menina da esquina toda vez olha pela fresta da janela quando eu passo em sua casa. Ela sorri e quando eu olho tira a vista. Já procuro passar na hora certinha, pra vê-la de novo. No ônibus fico pensando se ela saísse, assim de repente, e me desse um oi, um oi covincente...entendem sim? Ou ainda mais surreal: ela pula da janela, abre o portão, corre e pula nos meus braços e me dá um beijo! Coisa de filme de comédia-romântica...e eu fico imaginando no ônibus, nos meus pensamentos de cara que está indo de ônibus à universidade entende? pensamentos de um cara que fica fazendo cara feia de cansaço perto da menina mais bonita do ônibus pra que ela se compadeça e pegue suas coisas, ali jaz uma chance, uma oportunidade que não pode ser descartada. É nas situações mais inusitadas que acontecem as coisas não é? Desço do ônibus tentando roçar o corpo numa menina, sei lá pra ver se ela olha ou quem sabe até...ah sei não. É o senso do olhar e do toque. Só eu mesmo. Sair de casa, entrar no ônibus, chegar na universidade, ficar lá na sala, olhando as meninas, lanchar, falar besteira, escutar besteira, depois pegar o ônibus de novo e retornar, passar pela esquina, olhar se ela olha da fresta da janela, e assim na rotina da vida, eu vou pegando as chances e quem sabe um dia funciona. Inesperadamente, é assim que funciona...

Um comentário:

  1. "Eu vou pegando as chances e quem sabe um dia funciona".
    Também calou fundo.
    E na verdade, como você definiu, é a rotina da vida mesmo.
    ^^

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